segunda-feira, janeiro 30, 2006

Rezinha... a ver se pega.

director que estás na rádio
enrabados sejam os teus dj's de serviço
venha a nós a boa música
seja feita a vontade do bom gosto
assim na cidade como na nova era
da má musica de cada dia
nos livrai hoje
perdoai os tampões nos ouvidos
pois nós não perdoamos a mesma faixa 10 vezes
não vos deixais cair no esgoto musical
livrai-vos da podridão
amén

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Homem sofre

Jorge Sampaio está de saída, e portanto está na hora de distribuir medalhas e distinções, como quem atira milho aos pombos. Aliás, nem esperou pela hora da saída, dado que até o inenarrável Scolari, primeiro dos últimos no Euro 2004, teve direito a medalha - cultive-se a cultura da derrota e da pequena ambição! Ainda assim, soube conter-se no que toca a José Mourinho, pois o dito homem já ganhou tudo o que havia para ganhar no futebol, e como o português mais famoso do Mundo e um dos poucos obstáculos entre Portugal e a total mediocridade, poderia "pôr-se em bicos de pés", caso recebesse alguma distinção dos governantes do seu próprio país. O mesmo se aplica à equipa que treinou, esse inofensivo clube de bairro, que não tem o músculo que o clube dos "6 milhões" tem, para resolver tudo à chapada.

Ora, Jorge Sampaio, neste último frenesim de condecorações, distribuídas quase ao ritmo a que sucedem os campeonatos de "bisca lambida", na delegações regionais das Comissões de Protecção de Menores, atingiu os estilistas José António Tenente e Augustus, com um par de medalhas no peito. Pergunto "o que terão feito estes dois de tão importante para serem condecorados"? Depois dou uma pancada na testa, pois relembro que Sampaio, não segue absolutamente nenhum critério (excepto talvez o da mediocridade), no que toca ao despejo destas agraciações. Mas, qual a razão? Porquê estes dois? Parece que em diferentes ocasiões - o casamento real em Espanha, e numa visita de Estado a Macau - os dois estilistas vestiram a Primeira Dama. Tudo se torna mais claro. De todos os pontos de vista, estas agraciações são inexplicáveis, excepto do ponto de vista de um homem. É que acompanhar uma mulher nas compras, é tortura sufiente para qualquer um, até para o Presidente: "fica-me bem?", "estou tão gorda!", "mais curto ou mais comprido?", "gostas mais deste, deste, deste (...) ou deste?", "rosa ou amarelo?", "sandálias ou tacão alto?" ...

terça-feira, janeiro 24, 2006

Mudar para quê? Já é da malta!

O rapazola do banco de Portugal, vai enganar os sócios durante mais 5 anos. Foi a resposta birrenta do Aristóteles (ai não, Sócrates!) aos 5 anos do Cavaco. Por outro lado, para quê tirar de lá o homem, se ele já é do PS?
A esta hora, os pequenos portugueses perguntam às mães, fazendo notar o seu já grande interesse pela política: "Mamã, mamã! As pessoas com empregos importantes têm de ser todas do mesmo partido do governo, nao é? É a democracia, a reciclagem de poderes! Aprendi hoje na escola quando falamos na letra P! Que giro!!"

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Ó Nelo, chega-te pra lá!

José Sócrates afirma que a interrupção do discurso do 2º mais votado candidato à presidência se tratou de uma mera coincidência, até porque nem é habitual os candidatos derrotados discursarem após a divulgação dos resultados.
Afirma que tinha todo o interesse e curiosidade em ouvir as palavras de Manuel Alegre e que existem 30 ou 40 pessoas prontas a apoiar esta versão dos acontecimentos.
Estava tão interessado ele como as restantes 40 pessoas do partido socialista. Tanto que nem sabiam que o pobre homem estava a discursar no momento em que decidiram interrompê-lo...



Recordar é viver.

"A nova ministra (do Ambiente, Teresa Gouveia) – que se destacara anos antes como secretária de Estado da Cultura – nunca conseguiu encontrar o rumo nos 16 meses á frente do Ministério. E somente o seu trato fácil e simpático a poupou de críticas mais acérrimas. Durante este período, não só as associações ambientalistas estiveram com maior actividade e dinamismo, como também o então presidente da República, Mário Soares, provocou os seus estragos. Em duas Presidências Abertas – uma em 1993 sobre urbanismo, e outra em 1994 dedicada ao ambiente – o país viu-se ao espelho. E a imagem era feia. Um país inundado de lixeiras urbanas e industriais, com rios putrefactos, as indústrias com licenças para poluir – por via de uns benevolentes contratos de adaptação ambiental – enxameado de bairros de lata, com filas de trânsito intermináveis. Enfim, um desastre. Os últimos tempos do cavaquismo foram, como em outros sectores, penosos para o ambiente, mas ainda houve tempo para umas aprovações escandalosas, como a de três empreendimentos turisticos no Algarve ao arrepio das normas ecológicas." in Grande Reportagem, 5 de Junho 2004

AH, bons velhos tempos os dos Anos Dourados!

Deixa cá ver essa merda!

Quando estava prestes a iniciar o seu discurso da vitória, Cavaco Silva notou que um qualquer defeito na instalação sonora, impedia que os seus apoiantes o ouvissem em perfeitas condições, e soltou naquele seu ar enfatuado: "outra vez as forças de bloqueio ...!". Não foi bonito, é verdade, mas sempre melhor que o sonoro "foda-se!" de Valentim Loureiro.

PRÁS!

Depois do episódio no aeroporto da Portela, está prestes a nascer um novo movimento em Portugal, que visa a despenalização das chapadas. Actualmente, as chapadas, tal como o consumo de drogas são considerados crimes à luz da Lei, mas perante o aumento dos distribuidores de chapadas, e a inoperância e incapacidade das autoridades para combater este flagelo, o movimento 'Chapadão' vai pedir à assembleia da República a alteração da lei. Em Fevereiro, este movimento sairá às ruas para alertar a populaça para esta problemática, tendo prevista a distribuição grátis do primeiro número da sua revista oficial 'Bojarda', e outras acções de rua, envolvendo malabaristas, cuspidores de fogo, adeptos do benfica e outros animais de circo, tabefes e chapadões.

O regresso do trolha 2

Eram muitos os descontentes com o actual presidente. Os seus discursos são absurdamente complexos e ininteligíveis. Mas isso tudo acabou! Agora, com Cavaco, ninguém vai mais cabecear ou cambalear com sono durante um discurso ou declaração. Nenhum jornalista terá de correr esfaborido ao palácio de Belém, a saber das palavras do Presidente. A julgar pelas acções de campanha, e pelo discurso da vitória, daqui até ao final do mandato, já são conhecidas todas as declarações que Cavaco alguma vez proferirá. Veja-se:
- "sr. Presidente, o que acha do procurador Souto Moura?" - "Não tenho palavras!"
- "sr. Presidente, o que acha do aumento do desemprego?" - "Não tenho palavras!"
- "sr. Presidente, acha que o Bolo-Rei deve substituir o bacalhau no papel do 'fiel amigo'?" - "Não tenho palavras!"

O regresso do trolha

Ele está de volta! E desde o seu discurso da vitória, em que falou do futuro de Portugal com ele, Cavaco, como Presidente, há uma frase sua que ainda ecoa na minha cabeça: "Não tenho palavras ..."

sábado, janeiro 21, 2006

post nº 200 - tá tudo maleiro na mesma!

Este post não é para celebrar porque não se deve festejar a desgraça. Mas já lá vão duzentas postas bem mandadas! Boa pessoal!
E para este, nada melhor que alguma história política. Estamos em fim de semana de reflexão mas mesmo assim faço a ilegalidade que o marito também faz. Por isso, não devo ser preso. E não se esqueçam de amanhã "ir deitar o voto"!

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Obrigado, Chris Rock

Ultimamente, têm-se discutido as limitações impostas aos fumadores. Em diferentes países, têm-se implementado diferentes medidas: desde a pura e simples proibição à "ghettização". Pessoalmente, acho que há uma alternativa bem mais eficaz: cada cigarro deveria custar 1000 euros. Se um cigarro custasse tanto, deixaria de haver fumo em 2ª mão: todos os fumadores usariam sacos enfiados na cabeça, para não desperdiçar nenhuma pontinha de fumo. As vendas de janelas duplas e fitas de calafetagem disparariam: "tenho de guardar o fumo, tenho de guardar o fumo"! E nessa altura, ser-se fumador seria, como tudo o que é caro, um sinal de distinção: "Belas pernas, belo peito ... e que belos dentes amarelados! E aquele hálito de papel queimado ... mmmm!".

terça-feira, janeiro 17, 2006

Pew!

Desde 74 que Jardim não larga o poleiro e qual ave canora, vai chilreando baboseiras ao longo do ano até chegar ao Carnaval, onde despe a máscara de político e revela a sua própria pele (por vezes, mais do que seria desejável...).
É entre os confetis e os copos de ponche que Jardim se sente em casa, no pedaço de terra que pouco subtilmente vai isolando e proclamando para si mesmo e para os madeirenses.



Talvez assim possa um dia cantar "Orgulhosamente sós"...

terça-feira, janeiro 10, 2006

O Conta-Tostões

Depois do ministro das Finanças, ter afirmado que dentro de 10 anos, a Segurança Social não poderá pagar pensões, Cavaco Silva pondera abandonar a corrida a Belém. Diz o professor que "só se candidatou porque lhe prometeram uma pensão no final do mandato, para juntar às 3 que já recebe".

E ...?

O ministro da Administração Interna, revelou que "Portugal é dos países da União Europeia que recebe menos refugiados".

Quem é que se refugia num país, que tem fortes possibilidades de ser ainda mais desagradável do que aquele que se abandona ...?

Não há direito!

"Cunniligus é uma bebida com cerveja"!!! Bolas, fui enganado!

segunda-feira, janeiro 09, 2006

#####!!!

Gostava de alterar a lei e finalmente dar aos quatro piscas o direito de que já usufruem: parar o veículo em segunda e terceira fila, nas passadeiras, nas curvas, frente a saídas de garagem ou de parques de estacionamento.

Assim, o nível de obscenidades que digo ao volante diminuiria consideravelmente.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Flu Ninja

... e nada mais que a verdade

A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Viseu, repudiou as críticas de que foi alvo no que concerne ao caso do bebé de Mozelos vítima de maus tratos por parte dos pais. Diz ter actuado com "a prudência e diligência devidas e no estrito respeito da lei, face às informações de que dispunha e à sua análise objectiva", e que "as notícias veiculadas pela comunicação social contêm informações que não correspondem à verdade": enquanto a bebé era maltratada, as funcionárias não estavam a jogar Bingo, mas a participar num torneio de sueca.